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Os pacientes com asma tem risco de apresentar uma crise da doença e essa crise é caracterizada por aumento progressivo na falta de ar, na tosse, no chiado no peito e na sensação de opressão no peito.

 

Essas crises são geralmente acompanhadas por uma diminuição do fluxo de ar que entra e sai em cada respiração e pode ser quantificada por medidas de função do pulmão realizadas quando da visita ao médico.

 

A gravidade de uma crise de asma pode variar de paciente a paciente e vai de um quadro leve até um quadro mais sério e que chega a colocar em risco a vida do portador da doença. Esses episódios mais graves geralmente levam horas a dias para atingir quadros muito sérios, porém existem exceções onde os pacientes têm crises com uma progressão muito rápida e que acabam colocando em risco a vida em questão de horas.

 

A crise de asma pode ser, portanto, um momento por vezes crítico para o portador da doença e que por vezes o paciente e seus acompanhantes acabam vivenciando esses episódios com certa ansiedade, o que invariavelmente pode ocasionar piora do quadro. Sendo assim, tentar administrar esses episódios com calma e tranquilidade pode ser determinante para uma melhora da crise.

 

É durante a crise que se faz necessária uma abordagem adequada do ponto de vista de tratamento e manejo do doente, com isso o uso de substâncias broncodilatadoras de ação rápida e que agem promovendo a broncodilatação que se faz necessária nesse momento.  A principal função dos broncodilatadores de ação curta é a melhora momentânea dos sintomas e da crise.

 

Na vigência de uma crise de asma, a ida ao Pronto Socorro é sempre necessária, devido à gravidade ser muito variável. Independente disso, é possível iniciar o tratamento da crise com a medicação de resgate que tenha sido prescrita por seu médico e esta deve estar sempre a disposição do paciente asmático. Mesmo assim, é preciso procurar o médico para acompanhar e otimizar seu tratamento e por vezes se faz necessário o uso de medicações diariamente, o que é chamado de terapia de manutenção. O uso destas terapias, que tratam a inflamação, é feita com os corticoides inalatórios, outro ponto importante para identificar o que está causando as crises e muitas vezes tratar o fator desencadeante, como infecções e outros fatores citados em outras postagens.

 

Atualmente, os principais consensos médicos recomendam que os pacientes tenham planos de ação para os momentos de crises e muito se fala sobre o tratamento inicial da crise ocorrer em casa, com o uso de medicações de resgate, mas sempre procurar o atendimento de emergência no caso da persistência dos sintomas.

 

Se você, que é asmático, ainda não possuir um plano de ação, ou não está fazendo acompanhamento regular de sua asma, é hora de procurar atendimento médico.

 

Certamente o melhor tratamento é a prevenção das crises.

 

Prevenir é sempre o melhor remédio.

 

 

 

Referencias bibliográficas

 

  • GINA 2014 –  Global Initiative for Asthma. Global strategy for asthma management and prevention. Rev. 2014 – available on www.ginasthma.org
  • Rodrigo GJ, Rodrigo C, Hall JB. Acute asthma in adults: a review. Chest.  2004;125:1081-102.
  • McFadden ER, Jr. Acute severe asthma. Am J Respir Crit Care Med. 2003;168:740-759.